quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Não basta uma vida.

Nunca como hoje me pareceu tão claro: uma vida não basta! Serão necessárias muitas vidas para resolver todos os desencontros de uma só.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Laboratórios Sociais - Imperios Inca e Maia

Regressei hoje a alguns textos de Antropologia Política, depois de reflectir sobre o Filme Apocalypto do Mel Gibson. Foi nesta cadeira que estudei dois grandes impérios das Américas pré-colombianas, apresentados em confronto de organização social: O império Inca, baseado na fraternidade: havia estratificação social, mas esta era pouco acentuada. A terra era um bem comum, e o império fornecia sementes para a produção. O exercito controlava as populações, mas não se baseava no uso excessivo da força. O império incentivava as manifestações de alegria, o trabalho era simultâneamente festa. Mais a norte, no Iucatão, outra civilização: os Maias. Um estado construído sobre o terror, a opressão, o medo. É essa realidade que Mel Gibson retrata, do meu ponto de vista, de forma espantosa. Para a Antropologia importa sobretudo o estudo de sociedades tão distintas, em espaços diferentes mas ao mesmo tempo, demonstrando desta forma que a construção de uma sociedade pode obedecer a diferentes padrões. A mensagem pode ser a de que os Seres Humanos podem escolher os seus destinos, as suas formas de organização social.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Corrida de carros

Partia-mos pela estrada sinuosa, cada qual em seu carro. Aceleravas, não conseguia acompanhar-te na corrida. Desafiavas já outros carros para a corrida, enquanto eu ia ficando para trás, impotente, vendo-te cada vez mais longe, enquanto a angústia me invadia. Acordo sobressaltado, com lágrimas nos olhos. Que poder é este que deténs sobre mim, ao fim de tantos anos?! Vai-te embora, não assombres o meu sono!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Deserto

Caminho pelo meu deserto pessoal, não morro de sede porque os sorrisos dos amigos são como gotas de àgua que vou sorvendo e que me impedem de perecer. Sinto, mas quando sinto estou só. Falo, mas quando falo, estou só. Sonho, mas quando sonho estou só. Ergo os olhos aos céus. Até quando?

domingo, 30 de maio de 2010

Oscilação

Num fim-de-semana de voos nas Bicas, -com muita correria para ajudar nos bil-lugares- parei por breves instantes, surpreendido com a magia de gestos simples: um professor de parapente de outra escola que eu só conhecia de vista, mas que já sabia o meu nome (!) As voaças e as feijoadas de marisco na Azóia, o "brazuca" que ia brincando com um bumerang enquanto o vento não o deixava ir para o ar, e que no fim me convidou para um dia ir voar no seu país. As coca-colas no fim do dia no restaurante das Bicas, e o gesto simples da mão estendida do mestre Pinto, que eu não percebi no primeiro instante que era para mim, e é claro, logo que se fez luz, vão mais cinco. Viva a vida. O sorriso simpes e afetuoso do Homem "do mê cão Stud ", o abraço cumplice da nossa campeã lourinha, as voaças de sonho entre amigos de há um ano ou dois, mas que já são velhos amigos. A confiança no meu mestre enquanto o ajudo a reduzir a lista de espera para bi-lugares, o por-do-sol no final do dia ainda nas Bicas, entre conversas, fotos, risos e silêncios. Por um instante o pêndulo parou de oscilar, por um instante senti o vislumbre da perfeição, em tudo o que foi dito e sentido, entre gestos que têm a grandeza das coisas simples. E a promessa vai-se cumprindo. Voo de corpo e de alma.

sábado, 22 de maio de 2010

Voar é preciso

Voei na Arrábida, voei na Lua e por entre galáxias, almoçámos nas Bicas, ficámos mais próximos. E isso é o que mais importa. Porque estamos vivos e sabemos viver.
Voa miúda, voa sempre, não deixes que te acorrentem os pés à terra! É bom voar contigo!

segunda-feira, 3 de maio de 2010